quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cuando te desprendes

Caminhava pensando que desta vez não faria tanto esforço. Esqueceria se por acaso suas lembranças fossem se apagando pouco a pouco de sua mente. Não lutaria nem por ter, nem por não ter. Ainda que aquela história tivesse dois silêncios, algo em si lhe dizia que não acabara; ainda que seu corpo renunciasse a mais mudanças. Acharia outra pessoa que a faria sorrir com a alma vazia, até que a mesma se completasse; até sentir que poderia voltar a se entregar, voltar a amar; amar sem medidas. Ele foi teu maior amor por muito tempo, mas o sempre seria eternidade invisível, intocável, inesistente. Durante aquele tempo juntos, ela imaginava como seria o fim: Lhe pediria o ultimo beijo, o ultimo abraço... Só quem mais uma vez tudo mudara, não lhe pediria isso, para não chorar e esquecer do calor daquele corpo. Não sentir falta. Não voltar a ama-lo!

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